Campanhas que visam à conscientização sobre a saúde feminina devem ser mais impactantes

Publicado por: Editor Feed News
14/04/2023 09:12 AM
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Cortesia Editorial Pixabay/iStock
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A Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista, alerta para a necessidade da mudança em diagnósticos e tratamentos para uma efetividade no combate a cada um dos problemas

 

Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, no Brasil, excluídos os de tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres. Para o ano de 2023, foram estimados 17.010 casos novos, o que representa um risco considerado de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres (INCA, 2022).

 

Segundo a Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista, membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein, a melhor forma de detectar o problema é por meio da realização do Papanicolau, exame que  toda mulher deve realizar anualmente. “Quando descoberto no início, o câncer de colo de útero tem boas chances de ser curado”.

 

Um dos causadores do câncer de colo de útero é o HPV – Papilomavírus Humano, infecção sexualmente transmissível. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece a vacina para os seguintes grupos:

 

- Meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos;

- Portadores de HIV;

- Pessoas transplantadas na faixa etária dos 9 aos 26 anos e que façam acompanhamento médico.

 

“A prevenção é o melhor remédio. Precisamos vacinar as crianças e facilitar o acesso de todas as mulheres aos exames de rotina, para garantir a saúde delas”, diz a médica.

 

Profissionais e serviços de saúde devem  frequentemente alertar as mulheres para a endometriose, uma doença que causa dor pélvica, muitas vezes incapacitante, e pode levar à infertilidade.

 

Trata-se de uma doença inflamatória que, segundo o Ministério da Saúde (MS), atinge uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil. “Às vezes, é fácil identificar que a paciente tem endometriose, no próprio exame clínico, quando ela relata os sintomas. Então, pedimos exames bioquímicos e de imagem para fechar o diagnóstico”, diz a Dra. Mariana Rosario.

 

Segundo a médica, o tratamento para a doença é multifatorial e inclui a adoção de mudança no estilo de vida para todas as pacientes (em alimentação, adoção de atividade física constante) e, conforme o caso, uso de medicação. “A cirurgia contra a endometriose só é eficiente quando outros tratamentos são associados. Muitas pacientes sofrem com a recidiva da doença justamente porque não alteram costumes antigos”, alerta a médica.

 

Campanhas deve ser criadas fpara que as famílias busquem ajuda para não enfrentarem um segundo aborto. “É traumático perder um bebê e muitas famílias demoram um bom tempo para lidar com esse luto. Tanto é que o bebê que vem após a perda, de tão desejado, é chamado de bebê arco-íris, aquele que trará esperança e ressignificação à família após um período de tempestade”, comenta a médica.

 

Dra. Mariana Rosario alerta ainda para o fato de que existem protocolos médicos que determinam que a causa de abortos sejam investigadas apenas após a terceira perda gestacional. “Isso é um verdadeiro absurdo. É fundamental que seja dada atenção plena à saúde da mulher na tentativa de gestação, averiguando se ela tem algum histórico de saúde que possa levar ao aborto. E, no caso de já ter passado por esse problema, deve ter a investigação iniciada imediatamente, para que a segunda vez não ocorra”, diz a médica.

 

 Sobre a Dra. Mariana Rosario

Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo.

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